{"id":72336,"date":"2019-11-22T19:27:32","date_gmt":"2019-11-22T19:27:32","guid":{"rendered":"https:\/\/creci-pi.org.br\/dev\/?p=72336"},"modified":"2019-11-22T19:27:32","modified_gmt":"2019-11-22T19:27:32","slug":"queda-dos-juros-da-agilidade-retomada-do-mercado-imobiliario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/creci-pi.org.br\/dev\/2019\/11\/22\/queda-dos-juros-da-agilidade-retomada-do-mercado-imobiliario\/","title":{"rendered":"Queda dos juros d\u00e1 agilidade \u00e0 retomada do mercado imobili\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A redu\u00e7\u00e3o dos juros na economia brasileira est\u00e1 deixando o mercado imobili\u00e1rio otimista com as vendas. No fim de outubro, a taxa b\u00e1sica de juros (Selic) caiu a 5%, o menor patamar de sua hist\u00f3ria. Dessa maneira, os juros atrelados ao cr\u00e9dito imobili\u00e1rio tamb\u00e9m se reduzem: entre as cinco maiores institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, a taxa m\u00ednima varia de 7,3% ao ano at\u00e9 7,99%. Tamb\u00e9m no m\u00eas passado, a Caixa Econ\u00f4mica Federal reduziu em at\u00e9 1% taxas de juros para financiamentos imobili\u00e1rios que usam recursos do Sistema Brasileiro de Poupan\u00e7a e de Empr\u00e9stimos (SBPE).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa nova configura\u00e7\u00e3o da economia e em setor no qual os neg\u00f3cios perduram por mais de 20 anos, no caso dos financiamentos, h\u00e1 retomada da confian\u00e7a tanto por parte de investidores, que passam a considerar a aplica\u00e7\u00e3o de recursos em im\u00f3veis, quanto dos consumidores, que, devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do mercado, voltam a considerar a compra da casa pr\u00f3pria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com juros mais baixos, os pilares necess\u00e1rios para a retomada do mercado imobili\u00e1rio s\u00e3o firmados, opina o CEO de uma empresa do segmento imobili\u00e1rio, Gerson Carlos da Silva. \u201cPelo menos 60% das aquisi\u00e7\u00f5es de im\u00f3veis no Brasil t\u00eam necessidade de financiamento. Com juros menores, os consumidores podem pagar menos nas presta\u00e7\u00f5es ou comprar im\u00f3veis maiores. Na outra ponta, a da economia, come\u00e7am a surgir sintomas de melhoria, com o fantasma do desemprego saindo de cena e as reformas necess\u00e1rias ocorrendo. Al\u00e9m disso, outras formas de financiamento, como as fintechs, ajudam a ampliar a competi\u00e7\u00e3o do mercado\u201d, avalia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A avalia\u00e7\u00e3o de Silva est\u00e1 em linha com os n\u00fameros do mercado imobili\u00e1rio no Brasil, que registrou aumento de lan\u00e7amentos e de vendas no segundo trimestre de 2019 na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2018, segundo dados da C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (CBIC). Os lan\u00e7amentos de im\u00f3veis no pa\u00eds cresceram 11,8%, atingindo 30.607 unidades, enquanto as vendas de im\u00f3veis subiram 16%, chegando a 32.813 unidades. Tomando como base os dados do per\u00edodo, o estoque de im\u00f3veis recuou 8,7% &#8212; 111.055 unidades. Na atual velocidade de vendas, seriam necess\u00e1rios 11,1 meses para escoar o estoque \u2013 h\u00e1 um ano, o prazo era de 13,1 meses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Hist\u00f3ria e tecnologia<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Silva, a hist\u00f3ria mostra que a queda dos juros repercute positivamente no mercado imobili\u00e1rio brasileiro. \u201cEsse cen\u00e1rio faz com que se amplie o espectro de pessoas com acesso ao financiamento, o que \u00e9 mais complicado nos per\u00edodos de juros mais altos. N\u00e3o \u00e9 segredo que, todas as vezes em que os juros se reduziram, houve aumento das vendas\u201d, analisa o CEO. N\u00e3o \u00e0 toa, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que, dos 760 mil postos de trabalho criados no pa\u00eds neste ano, 116 mil foram no setor da Constru\u00e7\u00e3o Civil \u2013 o que indica a retomada das obras para o setor.<\/p>\n<h2><\/h2>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A redu\u00e7\u00e3o dos juros na economia brasileira est\u00e1 deixando o mercado imobili\u00e1rio otimista com as vendas. No fim de outubro, a taxa b\u00e1sica de juros (Selic) caiu a 5%, o menor patamar de sua hist\u00f3ria. Dessa maneira, os juros atrelados ao cr\u00e9dito imobili\u00e1rio tamb\u00e9m se reduzem: entre as cinco maiores institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, a taxa m\u00ednima varia de 7,3% ao ano at\u00e9 7,99%. Tamb\u00e9m no m\u00eas passado, a Caixa Econ\u00f4mica Federal reduziu em at\u00e9 1% taxas de juros para financiamentos imobili\u00e1rios que usam recursos do Sistema Brasileiro de Poupan\u00e7a e de Empr\u00e9stimos (SBPE). Nessa nova configura\u00e7\u00e3o da economia e em setor no qual os neg\u00f3cios perduram por mais de 20 anos, no caso dos financiamentos, h\u00e1 retomada da confian\u00e7a tanto por parte de investidores, que passam a considerar a aplica\u00e7\u00e3o de recursos em im\u00f3veis, quanto dos consumidores, que, devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do mercado, voltam a considerar a compra da casa pr\u00f3pria. Com juros mais baixos, os pilares necess\u00e1rios para a retomada do mercado imobili\u00e1rio s\u00e3o firmados, opina o CEO de uma empresa do segmento imobili\u00e1rio, Gerson Carlos da Silva. \u201cPelo menos 60% das aquisi\u00e7\u00f5es de im\u00f3veis no Brasil t\u00eam necessidade de financiamento. Com juros menores, os consumidores podem pagar menos nas presta\u00e7\u00f5es ou comprar im\u00f3veis maiores. Na outra ponta, a da economia, come\u00e7am a surgir sintomas de melhoria, com o fantasma do desemprego saindo de cena e as reformas necess\u00e1rias ocorrendo. Al\u00e9m disso, outras formas de financiamento, como as fintechs, ajudam a ampliar a competi\u00e7\u00e3o do mercado\u201d, avalia. A avalia\u00e7\u00e3o de Silva est\u00e1 em linha com os n\u00fameros do mercado imobili\u00e1rio no Brasil, que registrou aumento de lan\u00e7amentos e de vendas no segundo trimestre de 2019 na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2018, segundo dados da C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (CBIC). Os lan\u00e7amentos de im\u00f3veis no pa\u00eds cresceram 11,8%, atingindo 30.607 unidades, enquanto as vendas de im\u00f3veis subiram 16%, chegando a 32.813 unidades. Tomando como base os dados do per\u00edodo, o estoque de im\u00f3veis recuou 8,7% &#8212; 111.055 unidades. Na atual velocidade de vendas, seriam necess\u00e1rios 11,1 meses para escoar o estoque \u2013 h\u00e1 um ano, o prazo era de 13,1 meses. 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