Rafaella novembro 20, 2017 Nenhum Comentário

Plantão de vendas perde espaço para a internet

O plantão de vendas vem perdendo espaço para a internet, o que vai forçar uma atualização no mercado, dizem especialistas. Os corretores de imóveis precisam estar atentos às novidades para não perderem negócios.

Apesar de acreditarem que o plantão deixará de ser essencial, os especialistas ressaltam que alguns clientes ainda gostam do contato com o corretor e de ver os imóveis decorados. Segundo o consultor empresarial Edvaldo Corrêa, o plantão de vendas, como funciona hoje, dará lugar a uma central de negócios. É o que já acontece em alguns lugares.

“Os profissionais do mercado imobiliário poderão usufruir de uma estrutura para melhorar o relacionamento com os clientes e fechar o negócio. Algumas imobiliárias, mesmo as menores, já têm criado decorados dentro da própria sede para receber os visitantes”.

Corrêa ressalta que os corretores, sejam eles novos ou mais experientes, devem aproveitar esses espaços oferecidos pela empresa para criar um relacionamento com o cliente e traçar estratégias individuais.

“Na prática, os clientes raramente vão ao plantão, porque o processo de compra de um imóvel passa, de fato, pela prospecção na internet. A central de vendas é mais um dos canais onde o profissional pode sanar as dúvidas do comprador, apresentar o decorado e fechar o negócio”.

Internet

De acordo com Emerson Pereira, consultor de marketing imobiliário digital, pode até ser positivo para um corretor iniciante estar em um plantão de vendas. Isso faz com que ele adquirira experiência e coloque em prática técnicas de persuasão. Mas o importante é ficar ligado na internet.

“Acho que o plantão é válido, desde que se crie um relacionamento prévio com o potencial cliente através da internet. Isso pode ser feito através de interação por e-mail, redes sociais ou posicionamento da construtora na primeira página do Google”.

Pereira explica que através da web, o profissional pode mensurar os horários de maior busca, que tipo de imóvel gerou mais interesse e o perfil dos clientes, por exemplo.

“Na internet, se uma estratégia ou campanha não estiver surtindo o efeito desejado, ela pode ser alterada rapidamente. Isso já não ocorre quando é feita uma publicidade em jornal, outdoor, revistas e outras mídias”.

Fonte: ZAP Pro

Rafaella novembro 17, 2017 Nenhum Comentário

Moradia popular puxa recuperação do mercado imobiliário

As empresas de construção que desenvolvem moradias populares, enquadradas no Minha Casa, Minha Vida, têm puxado a recuperação do mercado imobiliário.

Direcional, MRV e Tenda responderam por dois terços dos lançamentos e das vendas do terceiro trimestre entre as 11 incorporadoras listadas na Bolsa. Juntas, as três lançaram empreendimentos com valor de vendas estimado em R$ 2 bilhões, um crescimento de 55,5% na comparação anual. As vendas no período totalizaram R$ 2,1 bilhões, avanço de 23,5%.

“O protagonismo da faixa popular na recuperação acontece sobretudo por causa do crédito. Os empreendimentos mais baratos, do Minha Casa, Minha Vida, têm acesso a crédito mais em conta. Os juros altos no passado recente praticamente inviabilizavam o financiamento”, diz Pedro de Seixas, pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialista em negócios imobiliários.

Em São Paulo, imóveis com preços até R$ 240 mil lideraram em quase todos os indicadores de agosto, aponta o Secovi-SP (entidade do setor). No País, dados da Abrainc (associação de incorporadoras) mostram que as vendas de imóveis novos do Minha Casa, Minha Vida até agosto somaram 41,7 mil unidades, 23,6% mais que no mesmo período de 2016. Foram 33,4 mil lançamentos, alta de 13%.

O copresidente da MRV, Eduardo Fischer, reitera a perspectiva de mais lançamentos e vendas em 2018. Ele também avalia que há boa disponibilidade de recursos para financiar a compra de imóveis com juros baixos, ao contrário do restante do mercado. “As sinalizações do governo são de que a habitação popular é prioridade.”

Já a Direcional avalia que ainda existe grande diferença no desempenho de cada ramo. Tanto o médio quanto o alto padrão sofrem com distratos, juros altos e baixa demanda. Diante disso, a companhia abandonou novos projetos nesse mercado. Mas no de moradias populares, a trajetória continua positiva.

No grupo das empresas focadas tanto no médio quanto no alto padrão – Cyrela, Even, Eztec, Gafisa, PDG, Rossi, Rodobens e Tecnisa – o resultado na Bolsa foi mais modesto. Os lançamentos atingiram R$ 1,27 bilhão, alta de 4,6%. Já as vendas subiram 42,4%, para R$ 1,39 bilhão. As incorporadoras conseguiram aumentar lançamentos e vendas no terceiro trimestre, além de diminuir o tamanho do rombo financeiro, o que sinaliza uma inflexão no mercado imobiliário após anos de crise.

Sair do vermelho, entretanto, é algo esperado só para meados de 2018, segundo empresários. Eles avaliam que o setor ainda depende de um avanço mais consistente da economia brasileira e da confiança dos consumidores para impulsionar as vendas e reduzir os estoques.

O vice-presidente de Habitação Econômica do Secovi-SP, Rodrigo Luna, ressalta que o crescimento do setor depende da volta do emprego e da retomada da renda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Exame

Rafaella novembro 14, 2017 Nenhum Comentário

CRECI/PI marca presença no I Seminário de Assistência Técnica Habitacional de Interesse Social

O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Piauí (CRECI/PI), Nogueira Neto, participou do I Seminário de Assistência Técnica Habitacional de Interesse Social do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Piauí (CAU-PI). O evento aconteceu nesta segunda-feira (13), no Blue Tree Towers Rio Poty Hotel.

“As experiências apresentadas pelos profissionais que proferiram as palestras nos permitiu conhecer projetos sociais que são realizados no sudeste do país e que podem ser trazidos para o Piauí”, afirma Nogueira Neto.

O presidente do CAU/PI, Emanuel Rodrigues Castelo Branco, explica que o objetivo do Seminário foi levar à sociedade o entendimento de que a arquitetura pode ser feita em todas as classes sociais, incluindo famílias de baixa renda, que muitas vezes não possuem poder aquisitivo e que podem ser auxiliadas por um arquiteto, que vai prestar o serviço através de um planejamento feito pelo CAU. “Reunimos aqui especialistas que trazem experiências bem sucedidas de Brasília e São Paulo, e mostram que a arquitetura é fundamental na vida das pessoas e pode melhorar consideravelmente a qualidade de vida dessas famílias”, explica.

A arquiteta e urbanista Mariana Estevão apresentou aos participantes a experiência da ONG Soluções Urbanas com o Projeto Arquiteto de Família, que foram idealizados pela palestrante. O objetivo da ONG é promover a habitação saudável por meio da melhoria habitacional de moradias nas favelas. Os profissionais prestam assistência técnica de projeto e obra.

O evento encerrou com a palestra ministrada pelo presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (CODHAB), Gilson Paranhos. Ele explicou o trabalho do órgão do governo que faz investimentos em habitação social, oferecendo assistência para construção e reforma de casas de famílias de baixa renda.

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Rafaella novembro 9, 2017 Nenhum Comentário

Setor imobiliário volta a crescer e aposta em 2018

O mercado imobiliário brasileiro voltou a crescer. Um dos principais setores atingidos pela crise econômica esboçou reação positiva no final do primeiro semestre, e a expectativa é que o bom desempenho se mantenha ao longo do segundo, trazendo fôlego para a consolidação de uma retomada em 2018.

Pesquisa divulgada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC) mostrou aumento de 17,4% nas vendas de imóveis e 59,8% no número de lançamentos. O estudo considerou o período entre abril e junho em comparação com o intervalo entre janeiro e março. A queda de preços das moradias é apontada como o principal motivo para o crescimento.

Na avaliação do presidente da CBIC, José Carlos Martins, os consumidores estão aproveitando o momento de preços mais baixos para comprar. Com o aumento da demanda, as construtoras retomaram obras que estavam paralisadas. “O mercado tem muitas oportunidades, e as pessoas voltaram a buscar o sonho da casa própria.” Ele explica que a redução de preços é reflexo da crise econômica, que, nos últimos dois anos, fez com que o setor tivesse aumento do estoque de moradias.

De acordo com o economista e coordenador da pesquisa, Celso Luiz Petrucci, os imóveis com dois dormitórios predominam na preferência dos clientes na hora de comprar e, também, os lançamentos feitos pelas empresas no primeiro semestre de 2017.

JF reflete cenário nacional

O mercado imobiliário juiz-forano também percebeu aquecimento nos últimos meses. Embora não haja um indicador econômico do setor, empresas têm registrado crescimento gradativo das vendas, dos lançamentos e, também, das locações. Isso tem contribuído para expectativas mais otimistas com relação ao cenário que será desenhado em 2018.

O diretor da Brasil Imóveis, Heuder Santana, relata que os últimos seis meses configuraram o período de melhor desempenho do setor imobiliário local. “Depois de passarmos por um momento de instabilidade econômica, com queda nas vendas, tem sido notório o aumento de transações e a procura por imóveis, o que nos gera uma expectativa positiva para os próximos meses.”

Segundo ele, no período de agosto a setembro, a Brasil Imóveis registrou elevação de 60% nas vendas e 40% nas locações em comparação com igual período do ano passado. “A nossa expectativa é muito positiva para o encerramento de 2017, diante da crescente demanda por imóveis, quanto para 2018, com as previsões de desaceleração da inflação, queda das taxas de juros e aumento do PIB.”

Para o gerente de vendas do Grupo Almar, Leonardo Vieira, o bom desempenho reflete as oscilações inerentes ao setor. “O mercado imobiliário funciona em ciclos, com altos e baixos. Historicamente, depois de um tempo de baixas, vem uma significativa melhora”, analisa. Para ele, a redução da taxa de juros Selic, que passou de 8,25% para 7,5%, irá facilitar o financiamento imobiliário, o que deve trazer resultados de vendas ainda melhores.

 

Demanda

De acordo com o setor, os apartamentos de dois dormitórios, com valores até R$ 350 mil e localizados no Centro e em bairros como São Mateus, Cascatinha, Santa Helena, Alto dos Passos e Bom Pastor, são os mais procurados pelos juiz-foranos para a compra.

Aquecimento também atinge investidores

O crescimento da demanda por imóveis na cidade não se restringe ao público que deseja adquirir a casa própria. Na imobiliária Souza Gomes, a venda destinada à revenda cresceu 20% no primeiro semestre e segue em expansão. “Como causa dessa melhora no cenário de compra e venda de imóveis, houve um aumento na procura por opções avulsas, que são os imóveis de revenda”, explica o diretor Diogo Souza Gomes, que também é vice-presidente da Associação Juiz-forana de Administradores de Imóveis (Ajadi).

Para ele, o resultado é fruto do aumento da confiança dos investidores. “Não é apenas o mercado imobiliário que está reagindo e voltando a ter confiança. As pessoas estão mais seguras para investir”, diz. “Chegou-se num consenso de que o trabalho deve ser feito com ainda mais competência e inovação para atender os clientes, independentemente de como a política ou economia do país está. As pessoas continuam demandando moradia, e é nesta necessidade que as imobiliárias e construtoras devem concentrar esforços.”

Preços mais baixos são principal atrativo

O presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, avalia que o crescimento da demanda por imóveis deve continuar nos próximos meses. “Este é um tipo de demanda que sempre vai existir, porque as pessoas mudam de cidade, se casam, e querem sair do aluguel. O sonho da casa própria é um dos principais desejos do brasileiro. A questão é que o momento econômico estava fazendo com que elas adiassem esta realização.”

Ele explica que, com o aumento da oferta e a queda da demanda nos últimos dois anos, os preços dos imóveis diminuíram e se estabilizaram. “Agora o consumidor está enxergando a possibilidade de fazer negócio por conta da atratividade dos preços.”

Em Juiz de Fora, o empresário Wilson Rezende Franco, um dos sócios do Grupo Rezato, confirma a informação. “O ano de 2017 começou com valores até 25% mais baratos em comparação com 2014. Isto por si só já facilita a aquisição. O momento também é propício à compra, pois o mercado está aberto às negociações. Por conta destas condições favoráveis, nós começamos a enxergar o início de uma reação.”

Construtoras fazem prospecção

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis em Minas Gerais (Creci-MG) concorda. “Este ano foi atípico para o setor. No primeiro semestre, tentamos nos adequar às mudanças econômicas e políticas pelas quais passamos. Neste cenário, as empresas que conseguiram inovar e se readaptar colheram bons frutos. Já no segundo semestre, momento em que percebemos uma alavancada nos negócios, houve uma melhora que compensou estas dificuldades. Para 2018, esperamos crescimento seguindo este impulso da segunda metade de 2017”, analisa a diretora Andréa do Carmo Alves.O presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, sinaliza que, em número de vendas, ainda é preciso ganhar mais fôlego. “Podemos dizer que o mercado ensaia uma retomada, pois o aquecimento das vendas acontece com os preços estabilizados em baixa.” Para ele, a situação pode ser melhor em 2018.

De acordo com o vice-presidente da Ajadi, Juiz de Fora deve seguir este ritmo. “Como indicativo de que 2018 será mais expressivo para o mercado imobiliário da cidade, temos dado consultoria para construtoras que querem lançar empreendimentos no ano que vem e buscam opções como localização e estrutura do imóvel.”

Mais de 20 lançamentos de grande porte em 2017

Com a maior movimentação dos consumidores em busca de um imóvel, as construtoras de todo o país decidiram dar continuidade aos projetos que estavam paralisados por conta da crise. Em Juiz de Fora, mais de 20 lançamentos de grande porte ocorreram ao longo de 2017. “Até o momento, os apartamentos mais compactos e que oferecem ao cliente facilidades de financiamento, como é o caso do parcelamento pelo programa Minha Casa Minha Vida, representam os principais lançamentos na cidade”, afirma o diretor da imobiliária Souza Gomes e vice-presidente da Associação Juiz-forana de Administradores de Imóveis (Ajadi), Diogo Souza Gomes.

Ele destaca que já existe uma movimentação para o lançamento de outros tipos de imóveis, e a tendência é que as opções se diversifiquem ao longo dos próximos meses.

Aluguéis

O segmento de locação também tem se beneficiado com o aumento da demanda dos consumidores. “A chegada de imóveis recém-construídos trouxe ótimas opções de aluguéis em prédios modernos e destinados à primeira locação”, destaca Diogo.

Fonte: Tribuna de Minas / Foto: Marcelo Ribeiro

Rafaella novembro 6, 2017 Nenhum Comentário

Vendas de imóveis crescem 59% em agosto, dizem Fipe e Abrainc

As vendas de imóveis novos têm crescido ao longo do ano, ao mesmo tempo em que recuam os cancelamentos de negócios – os chamados distratos – de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

A pesquisa mostra que, em agosto, as vendas líquidas (já descontados os distratos) totalizaram 7.697 unidades, um crescimento de 59,0% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Os distratos foram de 2.722 unidades, retração de 27,5%. Os lançamentos totalizaram 4.900 unidades, aumento de 6,3%.

No acumulado do ano, as vendas líquidas somaram 45.267 unidades, aumento de 25,5% frente aos mesmos meses do ano passado. Nesse período, os distratos atingiram 17.785 unidades, queda de 20%, e os lançamentos alcançaram 30.530 unidades, recuo de 3,5%.

No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho, as vendas líquidas foram de 63.749 unidades, alta de 11,6%. Os distratos totalizaram 23.365 unidades, baixa de 22,9%, e os lançamentos alcançaram 42.058 unidades, alta de 9,0%.

No fim de agosto, havia 111.935 unidades novas disponíveis para venda, montante 4,0% menor do que o registrado um ano antes. Considerando o ritmo atual de vendas, seriam precisos 14,6 meses para liquidar esse estoque, segundo a pesquisa da Abrainc/Fipe.

Fonte: Exame

Rafaella outubro 31, 2017 Nenhum Comentário

Juros em queda e preços em recuperação: a hora de investir em imóveis é agora

Após pelo menos dois anos de queda acentuada nos preços, no número de lançamentos e também nas vendas, o mercado imobiliário brasileiro parece estar reagindo à retomada econômica iniciada no primeiro trimestre de 2017.

Ainda que a retomada para valer, aquela com preços indo além da inflação, com um volume considerável de lançamentos e com um ritmo mais estável nas vendas seja vislumbrado só a partir de 2018, a hora de voltar a investir no setor é agora. Antes que a Selic alcance os 7% ao ano, antes que o estoque volte a ser reposto e antes que os imóveis comerciais voltem a ser ocupados, alerta quem entende do assunto.

Mas, atenção, o recado é mais para quem é investidor e menos para quem está à procura do primeiro imóvel.

A hora certa para este último perfil depende de outros fatores, como estabilidade no emprego, uma boa reserva e juros acessíveis.

Em um país com altas taxas de juros – mesmo que em lento ritmo de queda –, quase todo planejador financeiro dirá que o melhor a se fazer é viver de aluguel e investir em outros ativos.

Lançamentos mostram otimismo do setor

Em termos de lançamentos, dado que é um termômetro do otimismo do setor, as novas unidades voltaram a crescer. Dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), divulgados pelo Jornal da Globo, mostram que, nos últimos 12 meses, mais de 73 mil imóveis foram lançados em todo o Brasil, 4,6% a mais do que nos 12 meses anteriores. As vendas também cresceram, 2,3%.

Esse cenário se deve, principalmente, aos empreendimentos populares, alvo do programa Minha Casa Minha Vida, que responderam por 77% dos lançamentos do período. O ritmo de venda desses empreendimentos também cresceu acima da média, 23,8% nas transações em comparação com os 12 meses anteriores.

Isso não é nenhuma grande novidade, visto que esses imóveis de até R$ 240 mil atendem uma demanda reprimida da população. Mas os dados de um dos principais mercados do país, São Paulo, reforçam os sinais de retomada no setor.

Na capital paulista, segundo o Sindicato da Habitação (Secovi-SP), os lançamentos cresceram 11% nos oito primeiros meses de 2017 em comparação ao mesmo período de 2016. O número de lançamentos , segundo dados da entidade, também cresceu: 11,7% de janeiro a agosto em comparação ao mesmo período do ano passado, com um total 9.215 novas unidades residenciais.

O estoque, que também é um dado importante porque influencia o preço dos imóveis, já diminuiu bastante em São Paulo, mas ainda está em um patamar alto. Ficou em 19.630 unidades em agosto – bem abaixo do pico de 28 mil de 2015 – e apresenta tendência de baixa, segundo o Secovi-SP.

Preços estão próximos da estabilidade

Entre os sinais de melhora do mercado imobiliário, o comportamento dos preços dos imóveis tem chamado a atenção dos especialistas. Em 2017, a queda nos preços iniciada em 2015 desacelerou e algumas cidades já apresentam crescimento no valor médio dos imóveis.

Dados da plataforma VivaReal, por exemplo, que contemplam 30 cidades em diferentes regiões do país e 2 milhões de imóveis usados disponíveis para compra e aluguel, mostram que o preço nominal médio do metro quadrado chegou a R$ 4.833 no terceiro trimestre de 2017 – mesmo patamar do segundo trimestre deste ano, mas levemente abaixo (0,72%) do mesmo período do ano passado.

Ao mesmo tempo, cidades como Brasília (R$ 7.805/m²), Rio de Janeiro (R$ 7.174/m²), São Paulo (R$ 6.875/m²), Recife (R$ 6.210/m²), Vitória (R$ 5.769/m²), Florianópolis (R$ 5.435/m²), Santos (R$ 5.255/m²), Porto Alegre (R$ 5.119/m²), Salvador (R$ 5.000/m²) e Curitiba (R$ 4.863/m²), apresentaram uma valorização acima da média nacional.

“A gente enxerga a cidade de São Paulo como aquela em que a recuperação é mais veloz. Talvez por ter sido a cidade que sofreu primeiro o impacto dos distratos [devolução de imóveis comprados na planta para as construtoras e incorporadoras] e que está próxima, agora, de encerrar esse ciclo. Outras cidades ainda vão sofrer mais um pouco com isso”, observa Rafael Fiotto, diretor comercial de lançamentos da VivaReal. Segundo a Abrainc, os distratos recuaram 20% em 2017 e 27,5% em comparação com 2016 em todo o país.

Mesmo olhando para o preço real, aquele negociado entre vendedor, comprador e banco, o cenário é o mesmo. O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), feito pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), mostram uma queda de 1,03% no preço dos imóveis residenciais de mais de 4 mil municípios brasileiros nos últimos 12 meses.

Para a entidade, “uma recuperação mais forte dos preços dos imóveis está condicionada ao desempenho da economia brasileira. Apesar de vários indicadores recentes do nível de atividades apontarem para uma melhora, a retomada ainda ocorre em um ritmo ainda lento e sujeito a oscilações no curto prazo.”

Financiamento exige pesquisa

Embora o recuo da taxa básica de juros, a Selic, tenha incentivado a queda das taxas do crédito oferecido no país, as condições do financiamento imobiliário ainda estão longe do ideal. A maior banco do setor, a Caixa Econômica Federal, embora costume ter as taxas mais competitivas, tem restringido o valor a ser financiado e também o ritmo de liberação para algumas linhas.

A Caixa reduziu o teto de financiamento para até 50% do valor dos imóveis usados, para todas as modalidades, no último mês de setembro. Em agosto deste ano, o banco já havia diminuído o teto dos imóveis usados de 80% para 60% ou 70%, dependendo da linha de crédito, e também dos imóveis novos, de 90% para 80%, em todas as linhas do sistema SAC, o mais usados pelos clientes da Caixa.

Outros bancos seguem oferecendo financiamentos para quem tem menos dinheiro na mão para dar de entrada e também reduziram os juros de suas linhas de financiamento imobiliário. Segundo dados do Banco Central, de junho do ano passado para junho deste ano, a taxa média para o financiamento de imóveis para pessoas físicas caiu de 11,2% para 9,2% ao ano.

O Banco do Brasil que, ao diferentemente da Caixa, continua operando a linha pró-cotista do FGTS, é o que tem a menor taxa: 9% ao ano + TR.

Mas é preciso negociar e o olhar o custo efetivo total do financiamento, que envolve outras taxas e custos além da taxa de juros, antes de optar pelo melhor banco.

Como aproveitar o início da retomada do setor

Todo esse quadro é bom para quem está pensando em voltar a investir no setor. Quem pensa em fazer isso pelo modo tradicional, comprando imóveis para uma renda complementar, ainda poderá tirar proveito de uma boa negociação com o vendedor, embora tenha de olhar também outros fatores cruciais para uma boa aquisição, como localização e demanda de locação para aquele tipo de imóvel.

Um retorno menor do que 0,5% ao mês, algo que algumas aplicações de renda fixa estão rendendo no momento, não vale a pena, avisam os especialistas.

Já quem prefere olhar para o investimento indireto em imóveis, como os fundos imobiliários, o momento também é bom porque condiz com a queda dos juros e a necessidade de se arriscar um pouco mais para se ter um bom retorno.

Para quem já tem certa experiência com renda fixa e um gestor de confiança na manga , os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) podem ser um bom começo para arriscar um pouco mais. E é um começo que exige pouco: há lançamentos com investimento mínimo de R$ 1 mil e, mesmo depois da estreia do fundo, é possível comprar cotas no mercado secundário por menos de R$ 20.

Cada FII tem um perfil, uma composição e, assim, um regulamento próprio, sob a forma de um condomínio fechado. Mas embora o investimento inicial baixo e o valor pequeno das cotas no mercado secundário sejam atraentes, é preciso tomar cuidado com os custos desse tipo de aplicação.

Valores muito pequenos de investimentos tendem a resultar em rendimentos pequenos e que podem não compensar os gastos com a aplicação.

A BM&FBovespa cobra emolumentos de 0,03% de todos aqueles fundos negociados em bolsa e 0,07% daqueles negociados em balcão organizado. Há também os valores de corretagem, taxas de manutenção e custódia (essa última só é cobrada de quem tem mais de R$ 300 mil aplicados), que variam de corretora para corretora, já que cabe a cada instituição a decisão de quanto dos custos repassará aos clientes.

Para começar nos FIIs agora, Miguel Russo, sócio e diretor da TRIAR Gestão de Patrimônio, sugere aqueles de perfil diversificado, com lajes corporativas na composição e que preveem recebíveis. “Mas tudo com parcimônia”, acrescenta ele, que lembra que a diversificação em geral para os investimentos é sempre o conselho-mor.

Fonte: Gazeta do Povo

Foto: Antônio More – Gazeta do Povo

Rafaella outubro 26, 2017 Nenhum Comentário

CRECI-PI Itinerante oferece diversos serviços para Parnaíba até sexta-feira (27)

A primeira edição do CRECI-PI Itinerante seguirá até sexta-feira (27), na cidade de Parnaíba até meio dia. Os atendimentos estão sendo realizados na Delegacia Regional de Parnaíba, localizada na imobiliária Bergamini Imóveis.

Estão sendo disponibilizados diversos serviços como recadastramento; pedidos de inscrição de pessoa física, pessoa jurídica e pedido de estágio; negociação de débitos; recebimento de denúncias; entrega de carteiras e certificados; além de orientações de como se tornar corretor.

O corretor de imóveis Mardônio Veras analisou a ação como positiva e revelou que espera uma sede própria no município do litoral piauiense. “É um ação muito positiva, não só essa vinda do CRECI com esse trabalho itinerante, mas como quem sabe no futuro nós termos a nossa própria sede da delegacia regional, onde a gente possa ter uma fiscalização constante e um trabalho mais intenso da parte da direção junto aos corretores, e que os corretores se sintam apoiados pela direção da categoria”, disse.

Ainda de acordo com o corretor, os serviços oferecidos facilitaram para que os profissionais pudessem resolver suas pendências com mais comodidade. “Essa é uma excelente oportunidade para o corretor regional que não tem possibilidade de ir até Teresina para poder resolver suas pendencias, pegar informações, procurar ter uma proximidade maior com o nosso Conselho. Assim faz com que ele leve mais a sério o seu trabalho e tenha um contato mais próximo com a direção do CRECI”, declarou o corretor.

Segundo o delegado regional do CRECI/PI Parnaíba, Neemias Bergamini, os corretores de imóveis que tiverem alguma pendência com o Conselho podem aproveitar para fazer uma negociação. “É uma boa oportunidade para os corretores que querem parcelar seus débitos além de aproveitar para fazer outros serviços. Agradecemos a diretoria do CRECI-PI por proporcionar esses atendimentos que são inéditos no município de Parnaíba”, completou.

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Rafaella outubro 24, 2017 Nenhum Comentário

Brasil terá código de identificação nacional para imóveis

A Receita Federal publicou no Diário Oficial da União o decreto instituindo o Sistema Nacional de Gestão de Informações Territoriais (Sinter). Esse sistema vai concentrar em um único ambiente eletrônico as informações relacionadas à titularidade dos imóveis envolvendo operações como alienações, doações e garantias, enviadas pelos sistemas de registro dos cartórios brasileiros.

Com o sistema cada imóvel passará a ter um código de identificação nacional, a exemplo do que ocorre com o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). “Cada imóvel será perfeitamente geolocalizado e será possível identificar instantaneamente, por meio de pesquisa eletrônica, os bens imóveis registrados em nome de qualquer proprietário”, diz nota da Receita.

O sistema também permitirá saber se os proprietários tentarem se desfazer de imóveis arrolados como garantia de dívidas. Para isso, será preciso incluí-los em um serviço de monitoramento.

Segundo a Receita Federal, o objetivo é melhorar o acesso de administrações públicas da União, Estados e municípios, a dados até agora tratados de forma descontextualizada. Ainda de acordo com a Receita, o novo sistema é necessário porque há dificuldade em identificar os bens e seus proprietários em âmbito nacional, já que atualmente as informações ficam dispersas.

Além de imóveis, o Sinter fornecerá aos órgãos de controle informações de contratos particulares de compra e venda de direitos e garantias sobre obras de arte, jóias, cavalos de raça e contratos de off shore (termo usado para identificar contas bancárias e empresas abertas fora do País).

Fonte: Portal Brasil, com informações da Receita Federal e da Agência Brasil 

Rafaella outubro 20, 2017 Nenhum Comentário

Saiba como precificar imóveis de maneira correta

Segundo Gilberto Yogui, vice-presidente do Creci-SP, existem duas maneiras do corretor de imóveis se preparar para fazer a avaliação e, portanto, a precificação correta.

“Primeiro, há uma lei do próprio Conselho Regional, que diz que todo corretor inscrito pode opinar quanto ao valor de comercialização. Segundo, há uma resolução do Conselho Federal que normatiza a avaliação. O corretor deve fazer um curso de avaliação para se enquadrar. A resolução prevê o Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica (Ptam) e esta resolução tem todos os critérios que devem ser seguidos pelo corretor/avaliador para fazer a precificação”, explica.

Além de se especializar, os profissionais do mercado podem contar com algumas empresas que oferecem esse tipo de avaliação, como é o caso do DataZAP, projeto que originou os índices e estudos FipeZAP. O instituto é uma nova iniciativa de inteligência imobiliária do ZAP.

Passos para avaliar um imóvel

O primeiro ponto que Yogui destaca como fundamental é buscar imóveis semelhantes na região para ter com base em um comparativo. “Devem-se buscar ao menos seis imóveis para compor uma média daquele que se está avaliando”, diz.

Vale destacar que imóveis semelhantes podem ter preços diferentes dependendo de vários fatores, como o andar em que está posicionado, se é um imóvel com mais de 20 anos, por exemplo, se está modernizado ou não, em que região está localizado, se tem melhorias públicas, tudo isso deve ser levado em consideração ao fazer a avaliação.

“Cabe ao corretor fazer essa avaliação e justificar o motivo do valor. O curso de avaliador dá esses parâmetros. Duas casas na mesma rua ou dois apartamentos no mesmo prédio podem ter preços diferentes por vários motivos, como estado de conservação, mobília, se foi modernizado, entre outros fatores.”

Detalhes Que Contam

É preciso que se faça uma análise criteriosa, que inclui a topografia do terreno, metragem, configuração da área e o tipo de construção ali edificada. Detalhes como o posicionamento da construção no terreno, o tipo de estrutura oferecido no imóvel e o número de pavimentos também têm seu peso no momento da emissão do parecer.

E para quem deseja adquirir ou vender uma propriedade, é preciso deixar claro também toda a infraestrutura do seu entorno. É natural que uma casa situada em uma avenida asfaltada, com iluminação pública, telefonia a cabo e internet banda larga conte com muito mais valor agregado que um imóvel cujos arredores não disponham dessas facilidades. A presença de transporte público, escolas e hospitais nas proximidades, além de valorizar o bairro, influencia também o preço final da propriedade.

O valor do imóvel também é determinado a partir da análise técnica do comportamento do mercado imobiliário, e é relativo a imóveis semelhantes na região ou em outras regiões semelhantes em nível socioeconômico. Isso pode ser facilmente percebido pela metodologia utilizada pelo CRECI-SP para a realização de suas pesquisas mensais sobre o mercado de venda e locação de imóveis residenciais. As pesquisas separam a cidade de São Paulo em cinco diferentes zonas de valor (A, B, C, D e E). Assim, independentemente da posição geográfica dos bairros, são analisadas em conjunto regiões que apresentam valores semelhantes de metro quadrado.

Não se pode esquecer que toda avaliação de imóvel reflete uma convicção de valor pessoal do profissional corretor de imóveis, que vive cotidianamente as oscilações do mercado por estar diretamente ligado com os proprietários que vendem e compram imóveis.

O corretor atua como mediador para identificar preços praticados no mercado naquele momento e concluir a negociação, expurgando as especulações.

“Ressalto que, apesar de o mercado estar com o pé no freio no que diz respeito à comercialização de imóveis, há ainda boas possibilidades de venda. No entanto, o corretor jamais deve perguntar ao proprietário quanto está pedindo pelo imóvel. Ele deve fazer a sua avaliação de forma independente para conseguir precificar o valor correto. Para o proprietário, o imóvel muitas vezes tem valor sentimental e isso não pode ser colocado em consideração na definição do preço. E se o proprietário joga o valor lá pra cima, ele só contribui para a venda do imóvel da outra pessoa na região, que vai usar o valor mais alto do vizinho para justificar que o seu imóvel é um melhor negócio”, conclui.

Fonte: ZAP Pro

Rafaella outubro 17, 2017 Nenhum Comentário

CRECI/PI cobra atenção da Prefeitura para Novo Plano de Zoneamento de Ruído do Aeroporto

Representantes do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Piauí (CRECI-PI) estiveram reunidos na manhã desta terça-feira (17), no Aeroporto de Teresina para debater sobre o Novo Plano de Zoneamento de Ruído do Aeroporto da capital. Estiveram presentes ainda a Ordem dos Advogados do Piauí (OAB/PI), o vereador Aluísio Sampaio (PP), técnicos e gestores da Prefeitura de Teresina, da INFRAERO e entidades locais da área de arquitetura.

Na ocasião também foram apresentadas as características do uso e ocupação do solo na área de influência do aeroporto. O Plano de Zoneamento, apresentado pela INFRAERO, contém as normas para a ocupação ordenada da área em torno do aeroporto, sujeita aos efeitos do ruído aeronáutico.

Os participantes tiraram suas dúvidas quanto ao Plano de Zoneamento e cobraram da Prefeitura agilidade e soluções para que a população não sofra riscos. De acordo com o presidente do Conselho, Nogueira Neto, as famílias sofrem com os transtornos causados pelos ruídos e estão sujeitas a acidentes.

“Nós estamos preocupados com o bem estar da sociedade, das pessoas que estão próximas ao Aeroporto. A gente pode observar na explanação dos técnicos da Infraero que precisa fazer uma ampliação técnica do Aeroporto de Teresina para atender a demanda das aeronaves. Essas famílias não só estão correndo riscos de acidentes como também são prejudicadas pelos ruídos”, pontuou o presidente.

A implantação do plano está prevista para o ano de 2025. A representante da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação afirmou que se reunirá com o Prefeito, Firmino Filho, e marcará uma data para nova reunião.

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