Rafaella janeiro 28, 2020 Nenhum comentário

Crescimento do mercado imobiliário deve se intensificar em 2020

O ano de 2019 trouxe grandes notícias para a construção civil, sendo um período de fortalecimento para o setor e de retomada do mercado imobiliário. Evoluímos nos principais números: geração de empregos, vendas e lançamentos de imóveis, melhora do PIB da construção e a importante redução da taxa de juros possibilitando novas ofertas de financiamento e mais acesso à moradia para as pessoas.

Estamos no caminho certo para voltar a ter um mercado aquecido e seguro. E os números comprovam isso. A Abrainc realiza em parceria com a FIPE uma pesquisa mensal do número de lançamentos, vendas, ofertas e distratos de imóveis de todo o país.

Quando fazemos a comparação do terceiro trimestre de 2019 com o mesmo período de 2018, o aumento de lançamentos é muito positivo. No segmento de médio e alto padrão (MAP), o crescimento foi de 20%, sendo mais forte na cidade de São Paulo com concentração em bairros de alta renda com previsão que esse efeito seja disseminado em todo o Brasil, em 2020. Já os lançamentos de imóveis de baixa renda tiveram um aumento de 11% no terceiro trimestre de 2019, em linha com o observado nos últimos anos.

É importante que o Minha Casa Minha Vida continue forte e que promova financiamento habitacional a baixos custos.

Os dados de aumento de lançamentos demonstram que o setor está mais confiante para investir. Em 2019, tivemos a consolidação da Lei de Distrato, o que promoveu uma maior segurança jurídica. A relação distrato sobre venda caiu para 20%, sendo que o número era de 50% nos últimos anos. Isso contribuiu para melhorar a efetividade das vendas das empresas.

E essa tendência positiva é destacada pela queda dos juros. A taxa Selic caiu para 4,5%, atingindo a sua menor marca da história, o que reflete também nos juros futuros – que medem a confiança do mercado – e possibilita a oferta ao crédito imobiliário. A Abrainc fez um levantamento que indica que uma queda de 1% nos juros do financiamento pode incluir até 2 milhões de famílias no mercado imobiliário. Portanto, a cada ponto percentual na variação da taxa de juros, em média o mercado aumenta em 16%.

E outro ponto de destaque em 2019 foi a criação da modalidade de crédito imobiliário indexado ao IPCA, que já está tendo uma grande procura pelos correntistas da Caixa e foi recém lançado pelo Banco do Brasil. E mantendo essa tendência, a Caixa irá lançar no primeiro semestre de 2020 o produto de crédito pré-fixado.

Essas iniciativas ampliam o leque de opções ao consumidor e demonstram o apetite das instituições ao crédito imobiliário.

A forte redução da taxa de juros abre a oportunidade para novas formas de financiamento, como fundos imobiliários CRI’s (Certificado de Recebíveis Imobiliários), que até o momento ainda tem pouca participação no segmento residencial. Além disso, a LIG (Letra Imobiliária Garantida), inspirada nos covered bonds surge como uma grande oportunidade de funding alternativo.

E a expectativa de crescimento para 2020 é muito positiva para o setor. O PIB da construção civil teve um aumento de 1,3% no terceiro trimestre de 2019, sendo duas vezes maior que o PIB Brasil (0,6%). Foi o segundo aumento trimestral consecutivo do setor. Para 2020 esperamos um crescimento nos lançamentos de 20% a 30% no segmento MAP e para o MCMV a estimativa é de um aumento nos lançamentos próximos dos observados nos últimos anos de 5% a 10%.

O crescimento do mercado em 2020 tem capacidade para ser ainda maior caso haja disponibilidade de fundingUm levantamento da Abrainc mostra que o mercado imobiliário teria potencial para construir até 1 milhão de novas moradias e a partir desse cenário, o setor geraria 5.5 milhões de postos de trabalho o que iria corresponder a 5% de todos os empregos gerados no país.

Em 2019, o setor gerou 15% do total de empregos formais criados no Brasil e de 2018 para 2019, houve um crescimento de 52% na geração de empregos, o que demonstra mais uma vez a retomada positiva.

O Brasil está no caminho certo para alcançar voos maiores e mais tranquilos. Após um período de turbulência, vivemos o momento de promover novos investimentos e acesso à moradia de qualidade com o intuito de reduzir o déficit habitacional. Com segurança jurídica e com economia forte, o setor está motivado e engajado alcançar esse objetivo.

Fonte: Infomoney

Rafaella janeiro 24, 2020 Nenhum comentário

Já está disponível emissão da Cédula de Identidade Profissional Digital 

A tecnologia está cada vez mais presente no mercado imobiliário. Diante disso, o Sistema COFECI-CRECI já está disponibilizando aos corretores de imóveis a e-CIRP: Cédula de Identidade e Regularidade Profissional DIGITAL da PESSOA FÍSICA e a e-CIRE: Certificado de Inscrição e Regularidade Empresarial DIGITAL da PESSOA JURÍDICA.

A nova cédula possui os mesmos efeitos legais da tradicional, conforme a resolução COFECI 1.430/2019). O corretor para ter acesso a identidade digital terá que entrar na Play Store do seu celular Android e baixar o aplicativo i-Corretor. A versão do aplicativo para aparelhos IOS e está em fase de homologação e em breve estará disponível para ser baixada.

Confira o passa a passo:

Baixe o aplicativo i-Corretor na Play Store, em seguida clique em NÃO É CADASTRADO? CLIQUE AQUI. Após faça o CADASTRO INICIAL utilizando seu e-mail cadastrado no banco de dados do CRECI-PI. Em seguida, será enviada uma confirmação de cadastro para seu e-mail. Realize a validação e você será direcionado a tela inicial do aplicativo. Após o RECADASTRAMENTO, o corretor terá acesso no menu da plataforma a sua cédula de identidade profissional digital.

Rafaella janeiro 23, 2020 Nenhum comentário

Sistema COFECI-CRECI inicia Recadastramento Nacional dos Corretores de Imóveis e Imobiliárias

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Piauí (CRECI-PI) informa aos credenciados que já está disponível no site do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI), por meio do endereço eletrônico http://www.cofeci.gov.br,   o novo Cadastro Nacional de Corretores de Imóveis e Imobiliárias e o Recadastramento Nacional de Pessoas Físicas e Jurídicas,

O novo cadastro geral dos Corretores de Imóveis do Brasil tem o objetivo de manter atualizado o banco de dados cadastrais do Sistema COFECI- Entre as principais vantagens podemos destacar:

  • Disponibilizar informações oficiais sobre a situação de legalidade das Pessoas Físicas e Jurídicas;
  • Acesso aos Documentos de Identificação digitais;
  • Informações do Sistema COFECI-CRECI em tempo real;
  • Atualização dos dados cadastrais continuo e permanente;
Rafaella janeiro 10, 2020 Nenhum comentário

COMUNICAÇÃO DE NÃO OCORRÊNCIA

CORRETORES DE IMÓVEIS E EMPRESAS DE PROMOÇÃO IMOBILIÁRIA
OU DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEIS

AVISO IMPORTANTE

A Resolução-Cofeci nº 1.336/2014, baseada na Lei 9.613, de 3 de março de 1998, com a nova redação dada pela Lei nº 12.683/2012 – PREVENÇÃO À LAVAGEM DE DINHEIRO – estabelece as seguintes obrigações aos Corretores de Imóveis e empresas de promoção imobiliária ou compra e venda de imóveis (art. 9º, X):

  1. COMUNICAÇÃO DE NÃO OCORRÊNCIA– Se durante o ano civil anterior nenhuma operação ou proposta de caráter suspeito enquadrada no item 2, abaixo, for realizada, fazer a comunicação de não ocorrência somente através do site do Cofeci, entre os dias 1º e 31 de janeiro, inclusive; Clique aqui para realizar a comunicação de não ocorrência
  1. COMUNICAÇÃO DE OPERAÇÕES SUSPEITAS (COS)– Comunicar ao COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), no prazo de 24 horas da data da operação, transações imobiliárias ou propostas de caráter suspeito, nos termos descritos no art. 8º, I e II e art. 9º, I a XII e seu parágrafo único, da Resolução citada. Nunca informar ao cliente sobre esta comunicação;

2.1. A comunicação deve ser feita diretamente no site do COAF. Mas, a fim de simplificar o processo, o Declarante pode acessá-lo através do site do COFECI (https://siscoaf.fazenda.gov.br/siscoaf-internet/pages/siscoafInicial.jsf);

  1. MANTER EM ARQUIVO(não precisa informar ao COAF nem ao COFECI) – Dados descritos no art. 7º, I a III e parágrafo único da Resolução 1.336/2014 sobre qualquer operação de valor igual ou superior a R$100.000,00 (cem mil reais);
  1. NÃO COMUNICAÇÃO – MULTA(quando obrigatória) – Deixar de comunicar ao COFECI/COAF quando obrigado a fazê-lo é infração legal punível com multa irrecorrível;
  1. INFORMAÇÕES– O CRECI/SP, em parceria com a FGV, elaborou um manual Guia de Prevenção à Lavagem de Dinheiro. O COFECI elaborou uma Apostila sobre como melhor entender a Resolução-Cofeci nº 1.336/2014. Ambos, assim como os textos completos da Resolução-Cofeci n° 1.336/14, da Resolução-COAF nº 15/2007 e da Lei 9.613/98 atualizada, estão disponíveis em:

Apostila de Prevenção a Lavagem de Dinheiro para o Setor Imobiliário, elaborado pelo COFECI.
https://intranet.cofeci.gov.br/lavagem_dinheiro/download.aspx?arquivo=apostila_prevencao_lavagem_dinheiro

Guia de Prevenção a Lavagem de Dinheiro para o Setor Imobiliário, elaborado pelo CRECI-SP.
https://intranet.cofeci.gov.br/lavagem_dinheiro/download.aspx?arquivo=guia_prevencao_lavagem_dinheiro

Manual de utilização do SISCOAF e comunicação de não ocorrência, elaborado pelo COFECI – CRECI/SP.
https://intranet.cofeci.gov.br/lavagem_dinheiro/download.aspx?arquivo=manual_siscoaf_nao_ocorrencia

Fonte: Cofeci  

 

Rafaella janeiro 7, 2020 Nenhum comentário

Conheça os tipos de financiamento imobiliário e como funcionam

Comprar a casa própria exige recursos em dinheiro que a maioria dos brasileiros não tem de imediato. Sendo assim, vários tipos de financiamento imobiliário são usados na hora de fazer negócio. Existem os que se enquadram no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e os regulados pelo Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). 

O SFH usa recursos das contas de poupança e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Os juros são menores, mas também tem regras mais rígidas, como limite de renda e de valor de imóvel, que só pode ser residencial. Já os tipos de financiamento imobiliário pelo SFI não estão condicionados às regras do Governo e criam suas normas e juros. 

O economista-chefe do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Celso Petrucciafirma que os financiamentos já cresceram 30% este ano, em relação a 2018. Segundo ele, a novidade é a utilização do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para balizar os juros dos financiamentos pela inflação. A medida foi adotada este ano pela Caixa Econômica Federal e, segundo Petrucci, deve se expandir para outros bancos. 

“Tenho a impressão que é uma coisa que já pegou. Acho que em 2020 todos os bancos vão ofertar produtos, com mais ou menos cota de financiamento, com IPCA ou qualquer outro indicador pela inflação. É uma forma de dar maior mobilidade para os créditos”, diz Petrucci, lembrando que mais de 90% dos bancos hoje usam a Taxa Referencial (TR) para balizar juros.  

“Se você vai tomar um financiamento a curto prazo, faça as contas em IPCA e TR, que IPCA deve ser mais favorável. Mas nem sempre as pessoas têm renda para isso. É muito mais fácil ir ao banco e financiar em 30, 35 anos pela TR, que hoje é zero. É muito mais fácil ter segurança”.  

Entenda melhor os tipos de financiamento imobiliário

 SFH – FGTS e Poupança 

O economista e corretor de imóveis Dorgilan Rodrigues da Cruz, presidente do Conselho Regional de Economia do Piauí (Corecon-PI), explica que os juros ficam em torno de 4,5% ao ano nessa modalidade, regulados pelo Governo. O limite do valor de imóveis é até R$ 1,5 milhão. “A finalidade é fomentar a construção civil. O cidadão pode acessar os recursos mesmo sem ter carteira assinada. Não é necessário ter um conta de FGTS”.  

 SFI – Taxa Referencial 

Qualquer pessoa que comprovar renda pode conseguir financiamento em bancos privados. As taxas, porém, são mais elevadas: vão de 8 até 11% ao ano. “Os bancos não têm um limite de taxas de juros, mas buscam adequar à Selic”. Diz Cruz. Além disso, uns concorrem com os outros e podem variar a equação para atrair clientes.  

 IPCA 

Quase todos os bancos balizam o financiamento pela TR, porém há uma nova forma que já começou a ser aplicada: a correção pela inflação. A Caixa começou a adotar o modelo, usando o IPCA como índice. “Nos últimos três anos houve considerável queda nos índices de inflação. Hoje está em 3,45%. Se isso se mantiver, é vantajoso”. 

Formas de amortização da dívida

Existem diferentes formas de amortizar a dívida, e para cada tipo de financiamento e instituição bancária, uma é adotada. Veja abaixo as opções:

1- Sistema de Amortização Constante (SAC)

Como o próprio nome já diz, as prestações são decrescentes. Sendo assim, conforme a dívida vai sendo paga, e somado ao fato dos juros serem calculados sobre o saldo devedor, ocorre uma diminuição do valor da prestação do financiamento. Já que ocorre uma diminuição do montante a ser pago em juros. Ou seja, a taxa de amortização permanece fixa, enquanto os juros diminuem.

2 – Sistema Tabela Price

Também conhecido como Sistema Francês de Amortização (SFA), é bastante utilizado no exterior, mas teve que ser remodelado para se adaptar à realidade brasileira (alta inflação e taxas de juros) e, por isso, não é muito praticado por aqui atualmente. No modelo original, as prestações são fixas, com juros decrescentes e amortizações crescentes. Assim, durante as primeiras prestações, a maior parte da parcela refere-se ao pagamento dos juros. Conforme o tempo passa, os juros diminuem, visto que sempre são cobrados sobre o valor que ainda se deve ao banco. Como o saldo devedor diminui a cada mês, os juros cobrados também vão, assim, diminuindo. Então, o valor da amortização aumenta a cada mês.

3 – Sistema de Amortização Crescente (Sacre)

Esse sistema é uma combinação dos dois anteriores. As prestações desse tipo de empréstimo são crescentes ao longo do tempo, mas somente até certo ponto, a partir do qual começam a diminuir.

Assim como no Sistema Price, o reajuste das prestações do Sacre é atrelado à TR, as amortizações são crescentes ao longo dos anos e os juros, consequentemente, vão diminuindo. A vantagem, porém, é que, como as prestações decrescem ao longo do tempo, o risco de inadimplência diminui de maneira significativa.

Fonte: Revista Zap Imóveis